QUERATOCISTO ODONTOGÊNICO: REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7057Palavras-chave:
cisto odontogênico, queratocisto odontogênico, recidivaResumo
O queratocisto odontogênico, segundo a classificação da Organização Mundial de Saúde de 2017, é um cisto odontogênico de desenvolvimento, que apresenta comportamento localmente agressivo e possui uma alta taxa de recidiva, sendo motivo de grandes estudos e discussões sobre classificá-lo, como cisto ou como tumor. Podem possuir associação com a síndrome do carcinoma basocelular nevoide (Gorlin) na qual múltiplos cistos se desenvolvem. Objetivo: Revisar a literatura sobre o queratocisto odontogênico, abrangendo suas características clínicas, radiográficas e terapêuticas. Metodologia: Análise da literatura científica, através de livros de patologia oral e maxilofacial, bem como artigos acadêmicos indexados no PubMed, abrangendo publicações dos últimos 20 anos. Resultados: Os estudos revisados mostram que o queratocisto atualmente é classificado como cisto e apresenta crescimento principalmente na mandíbula em direção anteroposterior por se desenvolver dentro da cavidade medular sem causar expansões ósseas, o que difere dos cistos dentígeros e radiculares que geralmente estão associados à expansão óssea. Apresenta maior prevalência em região posterior de mandíbula, em ambos os sexos com leve preferência pelo masculino. Radiograficamente, exibem área radiolúcida podendo estar associada a coroa de um dente, com margens radiopacas bem definidas, se apresentando multiloculares ou uniloculares; possuem cápsula bastante friável podendo exibir cistos satélites o que torna a recidiva comum. Diagnóstico definitivo se baseia nas características histopatológicas. Conclusão: Conclui-se que o queratocisto odontogênico, apesar de ser localmente agressivo e possuir índice elevado de recidiva, pode ter prognóstico favorável realizando-se abordagem terapêutica adequada. Pacientes com múltiplos queratocistos devem ser avaliados em busca de outras manifestações, como a síndrome do carcinoma basocelular nevoide.
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