REVASCULARIZAÇÃO PULPAR: UMA ABORDAGEM REGENERATIVA PARA DENTES COM NECROSE E RIZOGÊNESE INCOMPLETA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7063Palavras-chave:
necrose da polpa dentária, regeneração, endodontiaResumo
Introdução: A odontogênese compreende diversas etapas, incluindo a rizogênese, processo biológico responsável pela formação e desenvolvimento radicular dos dentes permanentes. Interrupções nesse processo, provocadas por cárie profunda, trauma dentário ou necrose pulpar, resultam em dentes imaturos com ápices abertos e paredes radiculares finas, o que representa um grande desafio para o tratamento endodôntico convencional. Nesse contexto, a revascularização pulpar surge como uma abordagem regenerativa inovadora, capaz de restabelecer a vitalidade tecidual e permitir a continuidade natural do desenvolvimento radicular. Objetivo: Revisar a literatura científica referente à revascularização pulpar em dentes permanentes imaturos, enfatizando seus princípios biológicos, protocolos terapêuticos empregados e benefícios clínicos observados. Metodologia: Foi realizada uma busca de artigos publicados entre os anos de 2004 e 2024 nas bases de dados BVS Saúde, PubMed, LILACS, SciELO e Google Acadêmico. Utilizaram-se as expressões: “Regeneração Pulpar”, “Endodontia Regenerativa”, “Tratamento de dentes permanentes imaturos”, “Pulp Regeneration”, “Regenerative Endodontics” e “Treatment of Immature Permanent Teeth”. Foram excluídos estudos fora do recorte temporal estabelecido, textos em idiomas distintos dos selecionados e resumos de anais de eventos científicos. Resultados: A literatura demonstra que a revascularização é eficaz em dentes imaturos necrosados, por preservar a vitalidade, favorecer espessamento radicular e ser biologicamente compatível. O sucesso clínico depende de protocolos específicos, irrigação controlada e adequada medicação intracanal. Conclusão: Conclui-se que a revascularização representa alternativa moderna e eficaz à apicificação, pois possibilita desenvolvimento radicular contínuo, aumento da resistência estrutural e manutenção da vitalidade pulpar, desde que haja desinfecção criteriosa, preservação celular e acompanhamento clínico-radiográfico constante.
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