A ALIMENTAÇÃO COMO ESTRATÉGIA COMPLEMENTAR NO TRATAMENTO PSICOLÓGICO DA ANSIEDADE E DEPRESSÃO
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7067Palavras-chave:
psicologia clínica, ansiedade, depressão, alimentação, psicoeducaçãoResumo
Introdução: A ansiedade e a depressão figuram entre os transtornos psicológicos mais prevalentes e impactam significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. Esses quadros demandam do psicólogo clínico uma escuta ampliada, capaz de integrar fatores externos que podem influenciar a saúde mental. Nesse contexto, a alimentação tem sido apontada como estratégia complementar no tratamento psicológico, considerando sua relação com o humor, a cognição e o bem-estar. Objetivo: Analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, de que forma os hábitos alimentares podem contribuir como estratégia complementar no tratamento psicológico da ansiedade e da depressão. Metodologia: Revisão integrativa realizada nas bases SciELO e BVS Saúde, priorizando artigos publicados nos últimos cinco anos em português e inglês. Após a triagem de 52 estudos encontrados, 10 foram incluídos na análise, de acordo com critérios de relevância e disponibilidade. Resultados: Os resultados evidenciam que padrões alimentares inadequados, especialmente o consumo elevado de ultraprocessados, estão associados à intensificação dos sintomas ansiosos e depressivos. Em contrapartida, dietas equilibradas, ricas em frutas, vegetais, grãos integrais e nutrientes como triptofano e ômega-3, mostraram efeito protetivo sobre a saúde mental. A literatura também aponta o papel da microbiota intestinal na modulação emocional, reforçando a complexidade das interações entre alimentação e sofrimento psíquico. Do ponto de vista clínico, a alimentação emerge como recurso de psicoeducação e como indicador de padrões emocionais relevantes, embora não configure campo de intervenção direta do psicólogo. Conclusão: Conclui-se que considerar os hábitos alimentares durante a escuta clínica amplia a compreensão do paciente e potencializa os efeitos da psicoterapia, desde que respeitados os limites éticos da profissão e mantida a articulação interdisciplinar.
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