A ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NO CREAS: RELATO DE OBSERVAÇÃO NO GRUPO DE ACOMPANHAMENTO FAMILIAR DO PAEFI
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7068Palavras-chave:
psicologia comunitária, CREAS, PAEFI, assistência social, atuação do psicólogoResumo
Introdução: A Psicologia Comunitária busca compreender e atuar nas relações sociais que afetam o bem-estar coletivo, promovendo a autonomia, o fortalecimento de vínculos e a transformação social. Nesse contexto, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) presta assistência a pessoas e famílias em situação de violação de direitos, por meio de serviços voltados à proteção e ao fortalecimento familiar. Objetivo: Este estudo tem como objetivo relatar a experiência de observação em grupos de acompanhamento familiar pelo Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos - PAEFI, realizada durante o Estágio Básico Supervisionado em Psicologia Comunitária, enfatizando as dinâmicas, interações e a atuação do psicólogo no CREAS. Metodologia: A metodologia utilizada foi a pesquisa-ação participante, na qual o pesquisador integra o grupo, realiza observações e registra suas percepções em um diário de campo, posteriormente articulado à teoria. A pesquisa foi desenvolvida em 2023, com carga horária de 40 horas, contemplando supervisões e observações em um CREAS do noroeste paulista. As atividades incluíram o acompanhamento de grupos, oficinas temáticas, entrevistas com profissionais e observação de práticas psicológicas e interdisciplinares direcionadas a famílias em situação de violência. Resultados: Os resultados indicam que a atuação do psicólogo consistiu na realização de escuta qualificada, intervenções e orientações às famílias, acolhimento, acompanhamentos particularizados e coletivos e encaminhamentos. Assim, o PAEFI promoveu um ambiente de reflexão sobre o desenvolvimento humano e as relações familiares. Além disso, o trabalho com os demais membros da equipe contribuiu para o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, ampliou a conscientização sobre direitos sociais e ofereceu estratégias para enfrentamento dos desafios cotidianos. Conclusão: Conclui-se que a experiência possibilitou compreender o papel do psicólogo na Assistência Social, destacando a importância do trabalho interdisciplinar, da escuta qualificada e das práticas grupais como ferramentas de transformação e empoderamento.
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