ASPECTOS BIOLÓGICOS E PSICOSSOCIAIS NO TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR NA ADOLESCÊNCIA

Autores

  • Ana Julia Rodrigues LOURENÇO Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Eloisa Sara Astolphi BEIGIA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Maria Eduarda Simões LOURENÇÃO Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Stephanny Kathryn Vasconcelos CRAVEIRO Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Ana Paula dos Santos PRADO Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Elaine Doro Mardegan COSTA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec

DOI:

https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7071

Palavras-chave:

transtorno depressivo maior, adolescência, saúde mental, fatores psicossociais, estigma

Resumo

Introdução: O Transtorno Depressivo Maior (TDM) na adolescência é um dos principais problemas de saúde mental da atualidade, caracterizando-se como uma condição complexa que afeta de forma significativa o desenvolvimento biopsicossocial dos jovens. A adolescência é um fase da vida marcada por intensas transformações físicas, emocionais, cognitivas e sociais, configurando-se como um período de especial vulnerabilidade para o surgimento de transtornos mentais, sendo que o TDM é um dos mais recorrentes. Fatores biológicos, psicossociais e culturais, associados ao estigma social, agravam a dificuldade de diagnóstico precoce e adesão ao tratamento. Objetivo: Compreender os aspectos biológicos e psicossociais do TDM na adolescência, identificando os fatores que contribuem para a sua manifestação, além de discutir os desafios no seu diagnóstico e tratamento. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva bibliográfica. Foram selecionados materiais indexados na BVS, relacionados ao TDM em adolescentes. Resultados: Os achados apontam que a prevalência do TDM em adolescentes vem crescendo, sobretudo entre meninas, devido à interação de fatores hormonais, pressões sociais e estéticas, crises de identidade e exclusão social. Entre os sintomas mais recorrentes estão humor deprimido, perda de interesse, alterações de sono e apetite, fadiga, sentimentos de inutilidade e ideação suicida. O estigma relacionado à doença mental mostrou-se uma barreira central para a busca de ajuda, contribuindo para a exclusão social, autoestigmatização e risco aumentado de suicídio. Estratégias como psicoeducação, fortalecimento das redes de apoio e intervenções psicoterapêuticas apresentam resultados promissores. Conclusão: Conclui-se que o enfrentamento do TDM na adolescência requer uma abordagem ampla e multidisciplinar, contemplando aspectos biológicos, psicológicos, sociais e culturais. A superação do estigma, o fortalecimento de políticas públicas de saúde mental e a promoção de espaços seguros de acolhimento são fundamentais para otimizar a prevenção, o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento, reduzindo impactos negativos no desenvolvimento dos adolescentes.

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Publicado

2026-06-01

Como Citar

LOURENÇO, A. J. R., BEIGIA, E. S. A., LOURENÇÃO, M. E. S., CRAVEIRO, S. K. V., PRADO, A. P. dos S., & COSTA, E. D. M. (2026). ASPECTOS BIOLÓGICOS E PSICOSSOCIAIS NO TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR NA ADOLESCÊNCIA. ANAIS DO FÓRUM DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO UNIFUNEC, 16(16). https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7071

Edição

Seção

CIÊNCIAS DA SAÚDE E BIOLÓGICAS