ASPECTOS BIOLÓGICOS E PSICOSSOCIAIS NO TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR NA ADOLESCÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7071Palavras-chave:
transtorno depressivo maior, adolescência, saúde mental, fatores psicossociais, estigmaResumo
Introdução: O Transtorno Depressivo Maior (TDM) na adolescência é um dos principais problemas de saúde mental da atualidade, caracterizando-se como uma condição complexa que afeta de forma significativa o desenvolvimento biopsicossocial dos jovens. A adolescência é um fase da vida marcada por intensas transformações físicas, emocionais, cognitivas e sociais, configurando-se como um período de especial vulnerabilidade para o surgimento de transtornos mentais, sendo que o TDM é um dos mais recorrentes. Fatores biológicos, psicossociais e culturais, associados ao estigma social, agravam a dificuldade de diagnóstico precoce e adesão ao tratamento. Objetivo: Compreender os aspectos biológicos e psicossociais do TDM na adolescência, identificando os fatores que contribuem para a sua manifestação, além de discutir os desafios no seu diagnóstico e tratamento. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva bibliográfica. Foram selecionados materiais indexados na BVS, relacionados ao TDM em adolescentes. Resultados: Os achados apontam que a prevalência do TDM em adolescentes vem crescendo, sobretudo entre meninas, devido à interação de fatores hormonais, pressões sociais e estéticas, crises de identidade e exclusão social. Entre os sintomas mais recorrentes estão humor deprimido, perda de interesse, alterações de sono e apetite, fadiga, sentimentos de inutilidade e ideação suicida. O estigma relacionado à doença mental mostrou-se uma barreira central para a busca de ajuda, contribuindo para a exclusão social, autoestigmatização e risco aumentado de suicídio. Estratégias como psicoeducação, fortalecimento das redes de apoio e intervenções psicoterapêuticas apresentam resultados promissores. Conclusão: Conclui-se que o enfrentamento do TDM na adolescência requer uma abordagem ampla e multidisciplinar, contemplando aspectos biológicos, psicológicos, sociais e culturais. A superação do estigma, o fortalecimento de políticas públicas de saúde mental e a promoção de espaços seguros de acolhimento são fundamentais para otimizar a prevenção, o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento, reduzindo impactos negativos no desenvolvimento dos adolescentes.
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