EXCESSO DE TELAS: FRAGILIDADE DOS VÍNCULOS AFETIVOS E SEUS IMPACTOS BIOPSICOSSOCIAIS NA PRIMEIRA INFÂNCIA

Autores

  • Rafaela Fernanda Fachini BEZERRA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Rosângela Fátima da COSTA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec

DOI:

https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7080

Palavras-chave:

primeira infância, excesso de telas, desenvolvimento infantil, vínculos afetivos

Resumo

Introdução: O avanço da era digital transformou as dinâmicas familiares e as experiências emocionais e sociais, deslocando parte das práticas relacionais para ambientes mediados por telas. O uso precoce e excessivo de telas pode reduzir a responsividade e a qualidade das interações na primeira infância, comprometendo a formação de vínculos afetivos seguros e influenciando o desenvolvimento biopsicossocial. Objetivo: Este estudo tem como objetivo identificar os impactos do uso precoce e excessivo de telas na fragilidade dos vínculos afetivos e nas consequências biopsicossociais do desenvolvimento infantil. Metodologia: A metodologia utilizada foi uma revisão integrativa da literatura, baseada em estudos recentes e relevantes sobre o tema, disponíveis em bases reconhecidas, como PubMed e BVS, abrangendo os últimos 5 anos (2020-2025). Foram incluídos estudos que abordam o processo de formação de vínculos, desenvolvimento humano e o uso de telas por parte de crianças. Resultados: As referências indicam que o excesso de telas pode comprometer o tempo e a qualidade das interações sociais, reduzindo estímulos perceptivos e trocas comunicativas que favorecem o desenvolvimento da linguagem, atenção e regulação emocional. A diminuição das interações presenciais entre pares também afeta a aquisição de habilidades sociais, como empatia, cooperação e resolução de conflitos. Conclusão: Conclui-se que o uso precoce e excessivo de telas fragiliza vínculos afetivos e possui impacto significativo no desenvolvimento biopsicossocial na primeira infância. O excesso de exposição às telas também limita as oportunidades de convivência e aprendizado social entre pares, o que pode prejudicar o desenvolvimento de competências socioemocionais. Entretanto, a mediação ativa dos cuidadores e a escolha de conteúdos educativos podem minimizar os riscos e favorecer o desenvolvimento emocional e cognitivo.

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Publicado

2026-06-01

Como Citar

BEZERRA, R. F. F., & COSTA, R. F. da. (2026). EXCESSO DE TELAS: FRAGILIDADE DOS VÍNCULOS AFETIVOS E SEUS IMPACTOS BIOPSICOSSOCIAIS NA PRIMEIRA INFÂNCIA. ANAIS DO FÓRUM DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO UNIFUNEC, 16(16). https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7080

Edição

Seção

CIÊNCIAS DA SAÚDE E BIOLÓGICAS