FATORES DE RISCO E PREVENÇÃO DO SUICÍDIO EM ADOLESCENTES
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7081Palavras-chave:
suicídio, adolescência, escola, família, saúde mentalResumo
Introdução: O suicídio constitui um grave problema de saúde pública que tem apresentado aumento significativo especialmente na adolescência, uma fase marcada por intensas transformações hormonais, emocionais e sociais. Essas mudanças podem gerar dificuldades na expressão e no manejo dos conflitos internos. Associadas a essas instabilidades, questões familiares e sociais frequentemente agravam o sofrimento psíquico, contribuindo para o surgimento de comportamentos autodestrutivos. Objetivo: Analisar as principais causas e sinais de risco relacionados ao suicídio na adolescência, bem como destacar o papel da família e da escola na prevenção e promoção da saúde mental dos jovens. Metodologia: O trabalho foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica, que se fundamenta na análise do referencial teórico produzido sobre a temática, por autores clássicos e contemporâneos, a fim de compreender as principais abordagens teóricas que sustentam a discussão. Foram selecionadas publicações indexadas em bases como SciELO, Google Scholar e CAPES Periódicos, entre os anos de 2020 e 2025. Resultados: Os resultados evidenciam que o suicídio em adolescentes está associado a múltiplos fatores, incluindo transtornos mentais, conflitos internos, desestruturação familiar e exclusão social. Jovens pertencentes a grupos minoritários, vítimas de bullying, discriminação, pressão por desempenho acadêmico ou carência afetiva apresentam maior vulnerabilidade. Nesse contexto, a família e a escola desempenham papel essencial como redes de suporte emocional e social, capazes de identificar precocemente sinais de risco e promover acolhimento e encaminhamento adequados. Conclusão: Conclui-se que a atuação integrada entre família, escola e profissionais da saúde mental é fundamental para a prevenção do suicídio entre adolescentes. O fortalecimento dos vínculos afetivos, o diálogo aberto e o acesso a intervenções psicológicas e pedagógicas adequadas favorecem uma vida emocional mais saudável e reduzem significativamente os riscos de comportamento suicida.
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