IMPACTOS PSICOSSOCIAIS DA DEPENDÊNCIA DIGITAL
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7087Palavras-chave:
dependência digital, adolescentes, jovens adultos, habilidades sociais, saúde mentalResumo
Introdução: A expansão das tecnologias digitais transformou a forma como os indivíduos interagem socialmente, acessam informações e organizam seu cotidiano. Contudo, o uso excessivo de dispositivos eletrônicos, especialmente entre adolescentes e jovens adultos, tem despertado preocupações relacionadas à saúde mental, às habilidades sociais e ao desenvolvimento cognitivo. A relação entre dependência tecnológica, solidão e baixa autoestima tem sido amplamente discutida em estudos contemporâneos, apontando que o uso exacerbado das redes sociais tende a potencializar sintomas depressivos e ansiosos. O conceito de Dependência de Internet (DI) consolidou-se como uma das principais referências para a compreensão dos impactos negativos do uso patológico da tecnologia. Objetivo: Discutir os impactos psicossociais da dependência digital e as possíveis estratégias de intervenção. Metodologia: O trabalho foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica, que se fundamenta na análise do referencial teórico produzido sobre a temática, a fim de compreender as principais abordagens teóricas que sustentam a discussão. Foram selecionadas publicações indexadas em bases como PubMed, Scielo e CAPES Periódicos, entre 2020 e 2025. Resultados: A dependência digital se manifesta por meio de sintomas como fissura, isolamento social e dificuldades no autocontrole, configurando um padrão de comportamento semelhante ao observado em outros tipos de dependência psicológica e comportamental. Embora a tecnologia proporcione benefícios significativos, o uso desregulado representa um desafio crescente para a saúde pública, exigindo políticas de prevenção, conscientização social e práticas terapêuticas adequadas. Conclusão: A dependência digital se configura como um fenômeno multifatorial que causa impactos significativos no âmbito social, particularmente em adolescentes, sendo primordial a promoção de estratégias baseadas em evidências para um manejo adequado, a fim de mitigar as repercussões negativas no comportamento humano. A dimensão social envolve a regulação do tempo de tela em crianças e adolescentes e a formação de profissionais preparados para identificar e intervir nos casos mais graves.
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