INFLUÊNCIA DE TRAÇOS ANTISSOCIAIS NA LIDERANÇA CORPORATIVA: ENTRE CARISMA E MANIPULAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7089Palavras-chave:
psicopatia, organizacional, manipulaçãoResumo
Introdução: O Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS), também conhecido como psicopatia, é um padrão de indiferença e violação dos direitos alheios que se manifesta de forma particularmente prejudicial no ambiente corporativo. Indivíduos com traços psicopáticos, embora socialmente adaptados, utilizam charme superficial, manipulação e falta de empatia para ascender a posições de poder, gerando riscos psicossociais e um clima organizacional tóxico que pode prejudicar colegas e os resultados da empresa. Objetivo: Este estudo visa investigar o comportamento e as características de indivíduos com TPAS no meio corporativo, discutir o impacto da psicopatia no clima organizacional e identificar as dinâmicas relacionais e estratégias utilizadas por eles. Metodologia: A metodologia utilizada foi uma revisão descritiva bibliográfica, fundamentada na análise de referenciais teóricos de autores clássicos e contemporâneos, com busca de publicações em bases de dados como Google Acadêmico (Google Scholar), SciELO Brazil e livros. Resultados: Os resultados apontam que o ambiente corporativo, por seu caráter competitivo, atrai e pode até recompensar traços psicopáticos, com estudos indicando prevalência de até 3,9% de psicopatas em cargos executivos. O modus operandi desses indivíduos geralmente segue três fases: avaliação, manipulação e abandono, tratando colegas como ferramentas para atingir seus fins. Tais comportamentos resultam em assédio moral, conflitos e desestruturação das equipes, sendo de difícil identificação devido à sua habilidade de camuflagem. Conclusão: Conclui-se que o manejo da psicopatia corporativa exige uma abordagem preventiva e especializada. É crucial que profissionais de recursos humanos, gestores e psicólogos conheçam o perfil e as estratégias desses indivíduos para identificá-los precocemente, para evitar danos emocionais e organizacionais e promover uma gestão mais ética e humanizada.
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