MÍDIAS DIGITAIS E A CONSTRUÇÃO DA IMAGEM CORPORAL: RISCOS, INFLUÊNCIAS E REPERCUSSÕES PSICOLÓGICAS

Autores

  • Angélica Fernandes RESENDE Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Ani Kerlin RESENDE Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Isabela Broliato do AMARAL Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Lana Valereto Mendes dos SANTOS Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Letícia de Oliveira FREITAS Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec

DOI:

https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7090

Palavras-chave:

mídias digitais, imagem corporal, padrões de beleza, transtornos alimentares

Resumo

Introdução: A influência das mídias digitais na construção da imagem corporal é um fenômeno crescente na contemporaneidade, marcado pela difusão de padrões de beleza irreais e pela intensificação do culto ao corpo perfeito. Redes sociais como Instagram e Facebook têm se configurado como espaços de circulação de imagens idealizadas que, embora alcancem ampla visibilidade, contribuem para o aumento da insatisfação corporal e o adoecimento psicológico, sobretudo entre adolescentes e mulheres jovens. Objetivo: Este estudo tem como objetivo analisar os impactos das mídias digitais na percepção da imagem corporal e sua relação com transtornos alimentares, transtornos dismórficos corporais e baixa autoestima, considerando os fatores socioculturais que sustentam a imposição de padrões estéticos e o papel da Psicologia nesse processo.  Metodologia: Trata-se de um estudo bibliográfico de abordagem qualitativa, baseada na análise de artigos publicados entre 2021 e 2025 que abordam as conexões entre redes sociais, estética corporal e saúde mental. Resultados: Os estudos evidenciam que a exposição contínua a imagens editadas, filtros e conteúdo de influenciadores digitais reforça ideais estéticos inatingíveis, gerando sentimentos de inadequação, frustração e baixa autoestima. Há evidências de correlação entre o uso excessivo das redes sociais e o surgimento de transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de transtorno dismórfico corporal. A lógica do consumo reforça a ideia de que sucesso e felicidade dependem da aparência física, potencializando o sofrimento psíquico. Conclusão: Conclui-se que as mídias digitais exercem papel ambivalente: embora ampliem o acesso à informação, também funcionam como agentes de pressão estética e adoecimento mental. Assim, recomenda-se o desenvolvimento de ações educativas, o fortalecimento da valorização da diversidade corporal e intervenções psicológicas integradas como estratégias de prevenção e promoção da saúde mental.

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Publicado

2026-06-01

Como Citar

RESENDE, A. F., RESENDE, A. K., AMARAL, I. B. do, SANTOS, L. V. M. dos, & FREITAS, L. de O. (2026). MÍDIAS DIGITAIS E A CONSTRUÇÃO DA IMAGEM CORPORAL: RISCOS, INFLUÊNCIAS E REPERCUSSÕES PSICOLÓGICAS. ANAIS DO FÓRUM DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO UNIFUNEC, 16(16). https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7090

Edição

Seção

CIÊNCIAS DA SAÚDE E BIOLÓGICAS