O TRANSTORNO BIPOLAR EM ADOLESCENTES E O USO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS: DESAFIOS E TRATAMENTOS
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7092Palavras-chave:
Transtorno Bipolar, adolescência, substâncias psicoativas, Terapia Cognitivo-Comportamental, psicoeducaçãoResumo
Introdução: O Transtorno Bipolar (TB) é uma condição psiquiátrica crônica e recorrente, marcada por episódios alternados de mania, hipomania e depressão, que comprometem gravemente o funcionamento emocional, social e acadêmico dos indivíduos. Em adolescentes, o diagnóstico torna-se ainda mais desafiador devido às mudanças típicas dessa fase e à sobreposição de sintomas com outros transtornos. Quando associado ao uso de substâncias psicoativas, o TB apresenta evolução mais grave, maior risco de recaídas e comprometimento psicossocial significativo. Objetivo: Analisar a relação entre o Transtorno Bipolar e o uso de substâncias psicoativas na adolescência, discutindo seus impactos clínicos, psicossociais e as principais estratégias terapêuticas disponíveis. Metodologia: O trabalho foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica com análise do referencial teórico, sendo selecionadas publicações indexadas nas bases Scielo, CAPES Periódicos e no Google Scholar, entre os anos de 2020 e 2025. Resultados: Os resultados indicam que o uso de substâncias como álcool, cannabis e estimulantes agrava a instabilidade do humor e compromete o tratamento. A automedicação, que parece estar ocorrendo com frequência, pode decorrer da busca por alívio rápido de sintomas depressivos ou ansiosos. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a psicoeducação mostraram-se eficazes no reconhecimento de sinais prodrômicos, prevenção de recaídas e adesão ao tratamento. O tratamento farmacológico, com estabilizadores do humor e antipsicóticos atípicos, é essencial, devendo ser acompanhado por estratégias integradas de reabilitação e apoio familiar. Conclusão: O manejo do Transtorno Bipolar associado ao uso de substâncias requer abordagem multiprofissional e contínua. A combinação entre farmacoterapia, psicoterapia e psicoeducação promove maior estabilidade emocional e qualidade de vida, reforçando a necessidade de diagnóstico precoce e intervenção preventiva em adolescentes.
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