PSICOLOGIA SOCIAL COMUNITÁRIA E A DESIGUALDADE SOCIAL: O SOFRIMENTO PSÍQUICO NO CAPITALISMO E NA CULTURA NEOLIBERAL
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7093Palavras-chave:
psicologia comunitária, desigualdade social, neoliberalismo, sofrimento psíquico, medicalizaçãoResumo
Introdução: A Psicologia Social Comunitária busca compreender as relações entre os sujeitos e suas comunidades no contexto das desigualdades sociais. No cenário capitalista e neoliberal, a competitividade e o desempenho individual são priorizados, intensificando o sofrimento psíquico e ampliando disparidades sociais. Esse processo desloca a responsabilidade pelo adoecimento para o sujeito, desconsiderando os determinantes estruturais que produzem sofrimento. Objetivo: Este estudo tem como objetivo elucidar a relação entre desigualdade social, lógica neoliberal e sofrimento psíquico, destacando os impactos dessa configuração na saúde mental coletiva e o papel da Psicologia Comunitária na compreensão crítica desse fenômeno. Metodologia: A metodologia utilizada foi uma revisão bibliográfica da literatura, com busca de artigos nas bases de dados PubMed e BVS, abrangendo publicações dos últimos 10 anos (2015-2025). Foram selecionados trabalhos que discutem desigualdade, neoliberalismo, sofrimento psíquico e medicalização como expressões da racionalidade capitalista. Resultados: A análise evidenciou que a desigualdade social intensifica sentimentos de impotência, desamparo e adoecimento psíquico, especialmente em populações vulneráveis. O neoliberalismo reforça discursos adaptacionistas, transformando sofrimento em falha individual e expandindo a medicalização como resposta rápida. Observou-se ainda que o sofrimento psíquico se expressa de modo interseccional, atingindo de forma mais severa grupos como mulheres e população negra, que enfrentam precarização do trabalho e múltiplas violências. Conclusão: Conclui-se que a Psicologia Social Comunitária é fundamental para problematizar a naturalização do sofrimento e propor práticas que considerem as dimensões coletivas e estruturais da saúde mental. Enfrentar o sofrimento psíquico exige políticas públicas inclusivas e abordagens comunitárias que superem o reducionismo biomédico e a lógica individualizante do neoliberalismo.
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