A ALIMENTAÇÃO DE CRIANÇAS DE 0 A 6 MESES, PORTADORAS DE FISSURAS LÁBIO-PALATINAS: A PERSPECTIVA DA INTERVENÇÃO MULTIDISCIPLINAR
Resumo
O objetivo deste trabalho é analisar a importância da intervenção da equipe multidisciplinar na minimização dos prejuízos na qualidade de vida de crianças portadoras de fissuras lábio-palatinas, com destaque para a importância da alimentação entre 0 a 6 meses de vida. O conceito de fissura lábio palatal está relacionado à abertura no lábio e/ou palato, decorrente da má formação da cavidade oral. As causas podem ser por fatores genéticos, quando é transmitida de pai para filho; por exposição a pesticidas e herbicidas e raio-x na gestação; e fatores ambientais, como o etilismo, tabagismo, drogas ilícitas e alguns medicamentos. As fissuras são caracterizadas em fissura unilateral labial (acomete apenas um lado do lábio), fissura bilateral labial (acomete os dois lados do lábio), fissura bilateral de lábio e palato completa (acomete os dois lados do lábio atingindo até a óvula), fissura de palato (acomete o palato primário, secundário e óvula) e fissuras raras da face (acomete desde o olho até a óvula). O indivíduo acometido deve receber o acompanhamento da equipe multidisciplinar, composta por médicos, cirurgiões, nutricionistas, psicólogo, fonoaudiólogo, odontologista e enfermeiros. É indicado que os portadores da fissura realizem a sucção e a deglutição do leite através do seio da mãe, pois isso auxilia no desenvolvimento e na maturação da musculatura orofacial. Além disso, o leite materno é considerado o alimento mais importante para o desenvolvimento da criança, sendo recomendada a exclusividade até os primeiros seis meses de vida e seu oferecimento pela mãe é de suma importância para a adequação do estado nutricional da criança, sendo necessária a sua manutenção para a realização de cirurgias corretivas. O tratamento é realizado através de cirurgias corretivas: queiloplastia, palatoplastia, enxerto ósseo e cirurgia ortognática.