RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NÃO CONVENCIONAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE O DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO MATEMÁTICO E DO SENSO NUMÉRICO
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6903Palavras-chave:
resolução de problemas, educação infantil, pensamento matemático, senso numéricoResumo
Introdução: A Matemática está presente desde os primeiros anos de vida das crianças e manifesta-se em situações como contagem, comparação, classificação e resolução de pequenos desafios. Na Educação Infantil, contudo, o trabalho com problemas ainda é muitas vezes conduzido de forma tradicional, priorizando a repetição e a memorização. Esse modelo limita a construção de significados mais amplos. Em contrapartida, pesquisas recentes indicam que os problemas não convencionais, ao proporem situações abertas e contextualizadas, estimulam a exploração, a criatividade e o desenvolvimento do pensamento matemático e do senso numérico. Objetivo: Investigar, por meio de revisão bibliográfica integrativa, se a utilização de problemas não convencionais, em comparação ao ensino tradicional, contribui para o desenvolvimento do pensamento matemático e do senso numérico em crianças da Educação Infantil. Metodologia: A pesquisa foi desenvolvida a partir de buscas nas bases SciELO, Periódicos CAPES, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) e Portal de Busca Integrada da USP. Consideraram-se artigos publicados em português entre 2020 e 2025. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, seis estudos foram selecionados para análise. Resultados: Constatou-se que práticas convencionais, centradas na contagem mecânica, na memorização de sequências e na antecipação de algoritmos, pouco favorecem a aprendizagem significativa. Em contraste, os problemas não convencionais ampliam a capacidade das crianças de levantar hipóteses, experimentar diferentes estratégias, produzir registros espontâneos e compartilhar ideias. Recursos como jogos, materiais concretos e o desenho mostraram-se eficazes para dar visibilidade ao raciocínio infantil e fortalecer autonomia e o protagonismo. Conclusão: Conclui-se que a resolução de problemas não convencionais constitui uma estratégia pedagógica promissora para a Educação Infantil, pois promove aprendizagens significativas alinhadas às diretrizes curriculares, valorizando a ludicidade e a mediação docente intencional.
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