FISIOTERAPIA PARA PACIENTES AMPUTADOS E PORTADORES DE PÉ DIABÉTICO
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.6934Palavras-chave:
amputação, reabilitação, prótese, pé diabético, fisioterapiaResumo
Introdução: A amputação de membros é um procedimento antigo, geralmente necessário em casos de comprometimento irreversível dos tecidos, com causas associadas a fatores vasculares, traumáticos ou infecciosos. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 85% das amputações não traumáticas são precedidas por feridas, sendo o diabetes a principal causa. Estima-se que ocorram aproximadamente 28 amputações diárias relacionadas ao diabetes no SUS. A perda de um membro afeta diretamente a qualidade de vida e a independência funcional do indivíduo, exigindo uma abordagem interdisciplinar e foco na reabilitação. Objetivo: Reabilitar funcionalmente pacientes amputados e usuários de prótese, além de prevenir complicações do pé diabético, por meio de intervenções fisioterapêuticas voltadas à preservação da mobilidade, prevenção de deformidades e estímulo à cicatrização de úlceras. Metodologia: O projeto foi realizado no Centro de Reabilitação do UNIFUNEC, em uma sala dedicada ao atendimento de pacientes amputados, com sessões às segundas e quartas-feiras, das 7h30 às 10h50. As ações foram voltadas a dois grupos: amputados e portadores de pé diabético. Para os amputados, as intervenções incluíram avaliação física, sensibilização do coto, fortalecimento muscular e treinamento para uso da prótese, visando à reintegração às atividades diárias. Já os atendimentos aos pacientes com pé diabético focaram na manutenção da mobilidade, estímulo sensorial, prevenção de neuropatias e auxílio na cicatrização de úlceras. As evoluções foram acompanhadas por meio de fichas individuais. Resultados: O projeto proporcionou avanços significativos na reabilitação e prevenção de complicações. Nos amputados, houve melhora da força muscular, mobilidade do coto, adaptação à prótese e aumento da independência funcional. Nos portadores de pé diabético, observou-se melhora da sensibilidade tátil, mobilidade articular, cicatrização de úlceras e redução de áreas de pressão. A adesão aos cuidados preventivos também aumentou. Conclusão: A fisioterapia demonstrou ser essencial tanto na reabilitação de amputados quanto na prevenção de complicações do pé diabético, contribuindo significativamente para a melhora funcional, autonomia e qualidade de vida dos pacientes.
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