RECESSÕES GENGIVAIS MÚLTIPLAS E SUAS ABORDAGENS TERAPÊUTICAS CONTEMPORÂNEAS: REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7059Palavras-chave:
retração gengival, materiais biocompatíveis, cirurgia bucalResumo
Introdução: Recessões gengivais múltiplas (RGM) correspondem à exposição da raiz de dois ou mais dentes, comprometendo fatores funcionais, estéticos e periodontais. O manejo dessas lesões é considerado desafiador, demandando uma seleção criteriosa da técnica mais apropriada de acordo com as condições clínicas de cada caso. Atualmente, diferentes modalidades terapêuticas têm sido descritas, como o enxerto de tecido conjuntivo (EC), o emprego de biomateriais, a utilização da fibrina rica em leucócitos e plaquetas (L-PRF) e da fibrina rica em plaquetas avançada (A-PRF). Objetivo: Esta revisão de literatura buscou analisar estudos clínicos e relatos de casos que avaliaram distintas estratégias para o tratamento das RGM. Metodologia: A pesquisa foi realizada nas bases PubMed, SciELO e SCOPUS, utilizando os descritores "multiple gingival recessions" AND "treatment". Foram inicialmente identificados 640 artigos. Destes, apenas estudos clínicos publicados nos últimos cinco anos, em inglês e com foco em RGM foram considerados, tendo sido excluídos os artigos em duplicidade. Ao término do processo, 25 artigos preencheram os requisitos e foram analisados. Resultados: Observou-se que, de maneira geral, as diferentes estratégias para o tratamento das RGM tiveram resultados favoráveis, independentemente da técnica aplicada. Entretanto, estudos comparativos evidenciaram que a técnica de tunelização está associada a maior ganho na espessura de tecido queratinizado e melhor conforto no pós-operatório. A aplicação de EDTA 24% não gerou impacto significativo sobre a taxa de sucesso. O EC mantém-se superior quando comparado ao uso isolado de biomateriais. Opções como a matriz de colágeno suína e o L-PRF também apresentaram desempenho clínico favorável, mostrando-se alternativas promissoras como substitutos. Ademais, a associação com o A-PRF mostrou benefícios na espessura gengival e na cobertura radicular. Conclusão: O EC continua sendo considerado o padrão de referência no manejo das RGM, independentemente da técnica.
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