CRITÉRIOS E CARACTERÍSTICAS DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
DOI:
https://doi.org/10.24980/aficf.v16i16.7076Palavras-chave:
autismo, TEA, desenvolvimento, inclusãoResumo
Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento infantil que impacta de maneira significativa a comunicação, a interação social e os padrões de comportamento do indivíduo. A compreensão aprofundada do TEA revela-se importante para o aprimoramento das práticas diagnósticas, em complemento com o desenvolvimento de estratégias pedagógicas e de políticas públicas, orientadas à promoção da inclusão social. Neste contexto, o desenvolvimento humano manifesta-se a partir de interações complexas entre fatores biológicos, cognitivos e psicossociais. Entretanto, modificações nesse processo podem ocasionar dificuldades expressivas na aprendizagem, na adaptação social e no desenvolvimento emocional, aspectos comumente observados em indivíduos diagnosticados com TEA. Objetivo: O presente estudo analisou os critérios utilizados no diagnóstico do TEA ao identificar as características comportamentais dos indivíduos. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva bibliográfica, baseada na análise de produções científicas e livros clássicos e contemporâneos sobre o Transtorno do Espectro Autista, sendo selecionados materiais que abordam os sinais observáveis dos indivíduos com TEA, como o desenvolvimento, comportamento e linguagem. Resultados: O diagnóstico do TEA, conforme descrito no DSM-5, considera que indivíduos com TEA apresentam déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos. Destacam-se dificuldades em compartilhar emoções e na comunicação não verbal usada na interação social. Além disso, verifica-se a falta de integração entre a comunicação verbal e não verbal e as alterações no contato visual e na linguagem corporal; nesse transtorno há comprometimentos ao entender e usar gestos, chegando à haver ausência total de expressões faciais e de comunicação não verbal e expressão de ecolalia. Conclusão: Conclui-se que o manejo do TEA exige uma abordagem multidisciplinar e individualizada, sendo fundamental o conhecimento aprofundado das características comportamentais, sociais e cognitivas de cada indivíduo para otimizar intervenções, promover a inclusão e minimizar dificuldades no desenvolvimento e na adaptação social.
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