DETECÇÃO DE MICRORGANISMOS DE INFECÇÕES BUCAIS: PERSPECTIVAS E CUIDADOS A SEREM SEGUIDOS
Palavras-chave:
Diagnósticos, Antimicrobianos, Infecções de cabeça e pescoçoResumo
O diagnóstico de doenças infecciosas da região de cabeça e pescoço constitui importante etapa do tratamento das mesmas. Entretanto, a despeito do fato de que a grande maioria das enfermidades que acometem a região de cabeça e pescoço ser de natureza infecciosa, diversos motivos colaboram para o dentista não solicitar testes laboratoriais para auxiliar o diagnóstico clínico. Nessa revisão de literatura, baseada principalmente em artigos sobre os métodos mais modernos e seguros de diagnóstico em microbiologia clínica, os autores discutem as vantagens e desvantagens de cada método selecionado, bem como os aspectos relevantes para a coleta e transporte de espécimes para o laboratório. Saliva, biofilme, pus e sangue constituem os principais espécimes clínicos para o diagnóstico microbiológico, sendo que os métodos mais usados são a cultura e os métodos baseados na detecção do ácido desoxirribonucléico microbiano por meio da reação em cadeia da polimerase. Enquanto a cultura depende da viabilidade celular e apresenta baixa sensibilidade, além de necessitar de condições favoráveis de coleta e transporte, o PCR apresenta grande sensibilidade e especificidade, mas não permite a realização do antibiograma, o que reduz sua utilidade. Além disso, poucos laboratórios possuem condições de realizar cultura de microrganismos anaeróbios obrigatórios ou possuem experiência na detecção molecular desses microrganismos.
