DROGADIÇÃO E TRANSICIONALIDADE: INTERVENÇÃO PSICANALÍTICA
DOI:
https://doi.org/10.24980/rfcm.v6i8.2859Palavras-chave:
Transicionalidade, Dependência, DrogadiçãoResumo
Para um desenvolvimento satisfatório, a criança necessita de uma sustentação ambiental que viabilize conquistas de tarefas típicas do desenvolvimento rumo a um ser integrado e de uma confiança firmada no vínculo com a mãe, para que possa ser suportada sua falta nos processos de dependência rumo à independência relativa, bem como na fase de transicionalidade. Perturbações ocasionadas por um ambiente intrusivo poderão acarretar uma incessante busca a objetos que possam suprir o ego do sujeito. Estabelecer um bom contato com o mundo interno e externo, isto é, com os próprios sentimentos e com os que os cercam, é uma difícil tarefa encontrada por uma significativa parcela de dependentes químicos, em decorrência disto objetivou-se relacionar a drogadição humana a possíveis falhas nos processos de dependência absoluta e transicionalidade defendidos por Winnicott. Neste sentido, o desenvolvimento da pesquisa realizou-se por meio de uma revisão integrativa, utilizando-se de periódicos científicos indexados na base eletrônica do LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) sendo restringido o uso de publicações do período entre 2006 a 2016. De acordo com os resultados obtidos, conclui-se que tal teoria contribui na visualização de falhas na maturação, que possibilitará ao analista atender as necessidades do paciente.
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