GRUPOS MULTIFAMILIARES EM DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Autores

  • Rosângela Fátima da COSTA
  • Josivaldo Aparecido de SOUZA

Palavras-chave:

Dependência Química, Família, Grupos Multifamiliares

Resumo

A dependência química é definida como uma doença crônica incurável, mas tratável que leva a pessoa a progressiva mudança de comportamento. Tem ocupado lugar de destaque em todos os níveis de expressão, seja na mí­dia, nas esferas de governo, nas pesquisas cientí­ficas das mais diversas áreas de conhecimento, entre outros. Existem várias propostas terapêuticas com fins de tratamento e acompanhamento para essa problemática, sendo que algumas delas produzem baixos índices de abstinência após o tratamento. Os grupos de terapia multifamiliar oferecem alternativas eficazes no processo de recuperação de dependentes químicos. Nesse sentido, essa pesquisa que é descritiva e qualitativa tem como objetivo investigar a percepção da famí­lia sobre a mudançaa de comportamento da pessoa com dependência quí­mica, durante sua participação em grupos de terapia multifamiliar. Os principais resultados indicam que as famí­lias dos dependentes quí­micos perceberam o uso de substâncias ilí­citas através das suas mudanças no comportamento. Ao saberem do vício em um de seus membros não se sentiram responsáveis, mas desanimaram e desmotivaram-se. Seus sentimentos diante da dependência ficaram entre a decepção, tristeza, frustração e impotência. Procuraram auxí­lio na assistência social, religião, medicina, e no decorrer do tratamento notaram certo amadurecimento e responsabilidade. Os grupos de multifamí­lias possibilitou-lhes modificar a visão sobre a vida, o dependente e sobre si mesmas, e como projeto de futuro buscarão a religião para viver numa rotina saudável e reconstruir ví­nculos familiares perdidos participando de grupos e reuniões de multifamí­lias.

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Como Citar

COSTA, Rosângela Fátima da; SOUZA, Josivaldo Aparecido de. GRUPOS MULTIFAMILIARES EM DEPENDÊNCIA QUÍMICA. UNIFUNEC CIENTÍFICA MULTIDISCIPLINAR, Santa Fé do Sul, São Paulo, v. 2, n. 3, 2013. Disponível em: https://seer.unifunec.edu.br/index.php/rfc/article/view/936. Acesso em: 26 abr. 2026.