ANÁLISE DA CONTAMINAÇÃO MICROBIANA NAS ETAPAS DE PROCESSAMENTO E FERMENTAÇÃO DA CANA DE AÇÚCAR EM UMA USINA SUCROALCOOLEIRA
DOI:
https://doi.org/10.24980/rfcm.v5i7.2334Palavras-chave:
Usina sucroalcooleira, Contaminação microbiana, Leveduras, FermentaçãoResumo
O Brasil possui aproximadamente 400 usinas de processamento de cana-de-açúcar, sendo o estado de São Paulo responsável por cerca de 60% da produção nacional. Na produção de etanol, o caldo passa por tratamento térmico e decantação, sendo então resfriado e enviado para as dornas de alimentação, nas quais adiciona-se fermento. Nessa fase, pode ocorrer contaminação por bactérias que competem com a levedura pela glicose e frutose, podendo reduzir a produção. O trabalho objetivou quantificar a contaminação bacteriana nas diferentes fases de processamento em uma usina sucroalcooleira e identificar quais gêneros competem no processo fermentativo. Para isto, foram coletadas amostras nas diferentes fases visando análise do pH, viabilidade e contaminação microbiana. Para identificação das bactérias contaminantes, 0,2 ml das amostras foram inoculados em meio de cultura ágar BHI ("Brain Heart Infusion Agar"), incubados a 37º/ 24 horas e após, seleção de colônias para coloração de Gram. O pH variou de 4,5 a 4,6, sendo que a acidificação previne a contaminação. A viabilidade das leveduras apresentou valores de 92,50% a 90,60%, estando dentro dos padrões adequados. A maior contaminação bacteriana foi encontrada na entrada de caldo misto da moenda (107 UFC), diminuindo com a redução de pH e acréscimo do antibiótico monensina a 18%. Pela análise microscópica, detectaram-se cocos Gram-positivos dos gêneros Leuconostoc e Lactobacillus, descritos como principais contaminantes do processo, além de bacilos Gram-negativos, provavelmente Klebsiella e, Enterobacter. A contaminação bacteriana compete com a levedura Saccharomyces cerevisae pelo substrato, ocasionando prejuízos no rendimento e na produtividade da usina
Referências
ANDRIETTA, M. G. S.; STECKELBERG, C.; ANDRIETTA, S. R. Bioetanol- Brasil30 anos na vanguarda. Multi-Ciência: Revista interdisciplinar dos centros e núcleos da UNICAMP, v. 7, p. 1-16, Out. 2006. Disponível em: <http://www.multiciencia.unicamp.br/art02_7.htm> Acesso em: 14 jun. 2016.
AMORIM, H.V. Fermentação alcoólica: ciência etecnologia. Piracicaba: Fermentec, 2005.
CHERUBIN, R. A. Efeito da viabilidade da levedura e da contaminação bacteriana na fermentação alcoólica. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Piracicaba, SP, Brasil, 2003, p.33. Disponível em: . Acesso em: 24 maio 2016.
FREITAS, M. D.; ROMANO, F. P. Avaliação do controle bacteriano na fermentação alcoólica com antibióticos naturais. 2012. 70 f. TCC (Graduação) - Faculdade de Tecnologia de Piracicaba "FATEC", Piracicaba, 2012. Disponível em: . Acesso em: 24 maio 2016.
JOHNSON, A. P. et al. Resistanceto Vancomycinand Teicoplanin: na Emerging Clinical Problem.Clinical Microbiology Reviews, v.3, p.280 – 91, 1990. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC358160/pdf/cmr00048-0092.pdf>. Acesso em: 24 ago. 2016.
LIMA, U. A.; AQUARONE, E.; BORZANI, W. Tecnologia das fermentações. São Paulo: Edgard Blucher, 1986.V.1.
MC Desinfecção Industrial. Disponível em: . Acesso em: 10 out. 2016.
PASCHOALINI, G.; ALCARDE, V.Estudo do processo fermentativo de usinasucroalcooleira e proposta para sua otimização. Revista de Ciência &Tecnologia, v.16, n. 32, p. 59-68, 2009. Disponível em: <https://www.metodista.br/revistas/revistasunimep/index.php/cienciatecnologia/article/view/781/318>. Acesso em: 5 fev. 2014.
SANTOS, B. M. Identificação molecular de bactérias lácticas presentes no caldo de cana-de-açúcar. 2012. 100 f. Dissertação de Mestrado (Ciências Biológicas - Genética) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife/ PE. 2012. Disponível em: <http://repositorio.ufpe.br/bitstream/handle/123456789/12260/Billy_Manoel_dos_Santos.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 24 maio 2016.
SOUZA, C. S. Avaliação da produção de etanol em temperaturas elevadas por uma linhagem de S. cerevisiae. 2009. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação Interunidades em Biotecnologia (USP), Instituto Butantã (IPT), São Paulo, SP, Brasil, 2009. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/87/87131/tde-05082009-171501/publico/CrislaSerraSouza_Doutorado.pdf>. Acesso em: 10 ago. 2016.
STECKELBERG, C. Caracterização de leveduras de processos de fermentação alcoólica utilizando atributos de composição celular e características cinéticas. Tese de Doutorado. Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Engenharia Química, Campinas, SP, Brasil, 2001. Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000232430>. Acesso em: 24 maio 2016.
SERRA, G.R.et al. Contaminação da fermentação alcoólica. Floculação do fermento. Brasil Açucareiro, v. 93, n. 6, p. 26-31. 1976. Disponível em: . Acesso em: 24 maio 2016.
VERMELHO, A. B. et al. Prática de microbiologia. Rio de Janeiro: Guanabara, 2006.
VASCONCELOS, J. N. Fermentação alcoólica contínua com levedura imobilizada em colmos de cana de açúcar. 1998. 480 f. Tese (Doutorado) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.1998. Disponível em: <http://livros01.livrosgratis.com.br/cp082406.pdf> Acesso em: 24 maio 2016.
VIAN, C. E. D. F. Expansão e diversificação do complexo agroindustrial sucroalcooleiro no Centro-Sul do Brasil-1980/96. 1997. 237 f. Tese (Mestrado em Engenharia de Produção). Departamento de Engenharia de Produção (DEP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), São Carlos, 1997
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2017 Juliano Motta RODERO, Anielo RODRIGUES, Andreia Estela Moreira SOUZA

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
