DOENÇA DE LYME NA REGIÃO DE CABEÇA E PESCOÇO: IMPLICAÇÕES PARA A ODONTOLOGIA
Palavras-chave:
Diagnóstico, Doença de Lyme, Parestesia facialResumo
Doença de Lyme (DL) é uma alteração inflamatória sistêmica resultante da ação direta da espiroqueta Borrelia burgdorferi sobre o hospedeiro e da resposta imune a esse microrganismo. Borrelia burgdoferi transmitida pela inoculação na corrente circulatória por carrapato do gênero Ixodes, sendo mais comumente encontrada na América do Norte, Europa e Ásia. Nessas regiões atingidas, a comunidade odontológica possui conhecimento das manifestações mais comuns da doença, podendo colaborar no diagnóstico. Entretanto, no Brasil, as frequentes manifestações neurológicas periféricas e faciais, dentre elas a paralisia de Bell, alterações oftalmológicas, desordens na articulação temporo-mandibular além de parestesia de nervos alveolares superiores e inferiores passam a ser notadas. Em nosso país, o diagnóstico da Doença de Lyme é baseado na apresentação clínica, mas a grande maioria dos casos permanece sem o adequado diagnóstico. O reconhecimento das primeiras manifestações da Doença de Lyme por profissionais de saúde é essencial para o tratamento antibiótico, impedindo a progressão da doença e permitindo um prognóstico favorável.
