EDUCAÇÃO ESCOLAR: DO AUTOMATISMO À AUTOGESTÃO
DOI:
https://doi.org/10.24980/rfcm.v3i5.1582Palavras-chave:
Educação escolar, Capitalismo, Automatismo, AutogestãoResumo
A educação escolar na contemporaneidade capitalista tem recebido influências cada vez mais marcantes advindas do mundo do trabalho, dos métodos organizacionais burocráticos e dos sistemas de ideias socioculturais dominantes e excludentes, que comprometem sua efetivação democrática como um bem social maior. Um cenário onde coexistem fatores favoráveis e desfavoráveis ao desenvolvimento da educação escolar, em todos os seus níveis e modalidades de ensino, em especial no Brasil onde os problemas estruturais existentes acabam por ressaltar as desigualdades, repisando o que muitas vezes é chamado de crise educacional. O objetivo deste artigo é além de colocar em discussão o contexto histórico moderno, social, econômico e cultural que incide sobre a educação escolar, apresentar alternativas para uma formação escolar não conformada por automatismos, rumo a formas apoiadas na autonomia e que apontariam para a efetivação dos princípios da autogestão, considerando as potencialidades humanas para beneficiar a construção de ambientes formativos complexos ajustados às necessidades individuais e coletivas.
Referências
ARENDT, H. Entre o passado e o futuro. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 1988.
BOURDIEU, P. Escritos de educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.
JOHNSON, S. Emergência: a vida integrada de formigas, cérebros, cidades e softwares. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
SENNETT, R. Autoridade. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2001.
TRAGTENBERG, M. Burocracia e ideologia. 2. ed. São Paulo: Ática, 1992.
WEBER, M. Ensaios de sociologia. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1982.
