ESPAÇO E FORMA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA VISÃO AMPLIADA DO ENSINO DE GEOMETRIA

Autores

  • Amélia de Lourdes Nogueira da FONSECA
  • Letícia Gonçalves dos SANTOS
  • Rafaela Alves dos SANTOS

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo repensar o ensino de Geometria na Educação Infantil e como este contribui para o desenvolvimento de competências matemáticas, a partir do trabalho do espaço e forma nesta etapa escolar. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, com ênfase na análise de leis que tratam do assunto, artigos, livros e anais de encontros sobre o tema. Abordou-se a necessidade de se contar com profissionais qualificados para colocar em prática o ensino na Educação Infantil, enfocando que essa fase da escolarização passou a ser considerada verdadeiramente como parte efetiva do ensino com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN) - 1996, sendo, então, integrada como a primeira etapa da educação básica do Brasil. Os conceitos matemáticos são fundamentais para o desenvolvimento das potencialidades da criança, pois eles se encontram em diversas atividades que esta executa diariamente, no reconhecimento de quantidades, nas brincadeiras, nos jogos infantis e pedagógicos, o que favorece o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade do aluno. Ao chegarem à pré-escola as crianças já possuem noção do espaço, isso porque suas primeiras experiências são espaciais, o que permite refletir que a criança aprende com o que possui a sua volta. Conclui-se que, apesar das críticas sobre se ensinar geometria na Educação Infantil e aos métodos utilizados, é fundamental que ela seja trabalhada a partir da realidade do aluno, o que exige planejamento e o uso de recursos lúdicos e criativos, para que este possa, a partir da construção da representação de espaço e forma, apropriar-se de conceitos matemáticos que lhe sejam significativos.

Referências

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996.

_______. Ministério da Educação. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasí­lia: MEC/SEF, 1998.

_______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Departamento de Polí­tica da Educação Fundamental. Coordenação Geral de Educação Infantil. Subsí­dios para credenciamento e funcionamento de instituições de educação infantil, v. I e II. Brasí­lia, 1998

_______. Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação, Câmara de Educação Básica. Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009, fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasí­lia, 2009.

GOULART, íurea Maria Paes Leme. Educação infantil e mediação pedagógica. In: RODRIGUES, Elaine; ROSIN, Sheila Maria (Org.). Infância e práticas educativas. Maringá: EDUEM, 2007.

KAMII, Constance. A criança e o número: Implicações na teoria de Piaget para atuação junto a escolares de 4 a 6 anos, 38. Ed. Campinas, SP: Papirus, 2010.

_______. Crianças pequenas continuam reinventando aritmética (séries iniciais): implicações da Teoria de Piaget. Porto Alegre: Artmed, 2005.

KOSTIUK. G. S. Alguns aspectos da relação recí­proca entre educação e desenvolvimento da personalidade. IN: LURIA, A. R;

LEONTIEV, A; VYGOTSKY, L. S. (Orgs). Psicologia e Pedagogia: Bases Psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. São Paulo: Moraes, 1991.

LORENZATO, S. Educação Infantil e percepção matemática. Campinas: Autores Associados, 2006.

MELLO, S. A. Contribuições de Vygotsky para a Educação Infantil. In: MENDONÇA, S. G. L; MILLER, S. (org.) Vygotsky e a escola atual: fundamentos teóricos e implicações pedagógicas. Araraquara: Junqueira e Marin, 2006.

MOURA, M. O. de. Matemática na infância. In: MIGUEIS, M. R.; AZEVEDO, M. G. Educação Matemática na infância: abordagens e desafios. Serzedo. Vila Nova de Gaia: Gailivro, 2007.

ROSA NETO, E. Didática da matemática. São Paulo: ítica, 1998.

PANIZZA, M. À direita... de quem? Localização espacial na educação inicial e nas séries iniciais. In: _______ Ensinar Matemática na Educação Infantil e nas Séries Iniciais - Análise e Propostas. Porto Alegre: Artes Médicas, 2006.

PAVANELLO, R. M. Por que ensinar/aprender geometria? In: VII Encontro Paulista de Educação Matemática, 2004, São Paulo. Anais.... Disponí­vel em: <http:// www.sbempaulista.org.br/epem/anais/mesas_redondas/mr21-Regina.doc> Acesso em: 30 set. 2015.

PIAGET, J. A Epistemologia genética. Petrópolis: Vozes 1973.

ROCHA, E. A. C. A. Pesquisa em educação infantil no Brasil: trajetória recente e perspectiva de consolidação de uma Pedagogia da Educação Infantil. Florianópolis: UFSC/CED/NUP, 1999.

SCARPA, R. Direito da criança, dever do Estado. In: HEIDRICH, G. Educação infantil: cem anos de espera. Revista Nova Escola. Março, 2010.

SHULTE, P. A; LINDQUIST. M. M. Aprendendo e ensinando geometria. São Paulo: Atual 1994.

SMOLLE, K. C. S. A matemática na educação infantil: a teoria das inteligências múltiplas na prática escolar. Porto Alegre 2000.

TOLEDO, M.; TOLEDO, M. Didática de matemática: como dois e dois: a construção da Matemática. São Paulo: FTD, 1997.

Downloads

Publicado

2016-08-18

Como Citar

FONSECA, A. de L. N. da, SANTOS, L. G. dos, & SANTOS, R. A. dos. (2016). ESPAÇO E FORMA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA VISÃO AMPLIADA DO ENSINO DE GEOMETRIA. REVISTA FUNEC CIENTÍFICA EDUCAÇÃO - SEM CIRCULAÇÃO, 1(2), 19–31. Recuperado de https://seer.unifunec.edu.br/index.php/EDUC/article/view/2171